Volta às aulas
Movimento intenso marca primeiro dia de aula na rede pública
Somente no Colégio Pelotense, maior escola pública do Município, três mil alunos voltaram nesta quinta às salas de aula
Foto: Carlos Queiroz - DP - Três mil alunos voltaram às aulas no Colégio Pelotense
Por Victoria Fonseca
victoria.fonseca@diariopopular.com.br
(Estagiária sob supervisão de Vinicius Peraça)
O início da tarde desta quinta-feira (23) foi marcado pelo intenso movimento em torno do Colégio Municipal Pelotense, assim como nas proximidades de outras escolas da cidade devido à volta às aulas na rede pública de ensino. No Gato Pelado, centenas de estudantes de todas as idades e familiares se reuniram em frente às três entradas da escola na espera pela abertura dos portões para o início oficial do ano letivo. Somente no local, estão matriculados cerca de três mil alunos.
Reencontro de colegas de classe, pais acompanhando os filhos, filas para conferir as inúmeras listas coladas nos vidros da escola indicando a turma de cada aluno, educadores orientando quem chegava no local. Assim eram as cenas de retorno às salas de aulas na maior instituição de ensino público de Pelotas. Entre os estudantes, a mistura de novos matriculados com aqueles que já estão há vários anos no Colégio.
Os ingressantes no período da tarde, em grande parte, tinham uma característica em comum: estavam entrando no Pelotense em razão das suas escolas anteriores não ofertarem o ensino de todas as séries do Fundamental ou não possuírem Ensino Médio. Esse é o caso da Emily Bahr, 12 anos, que estava esperando o início do primeiro dia de aula no 6º ano. Conforme a mãe, Dirce Bahr, até o ano passado a menina estudava na Escola Municipal Joaquim Nabuco. No entanto, o educandário atende somente alunos até o 5º ano. "Aí inscrevemos ela no site da Prefeitura e ela caiu pra cá, até tinha colocado escolas mais perto de casa, mas não deu". Agora, ambas esperam que o novo Colégio seja tão bom quanto achavam o anterior.
Reencontro de pais e colegas
Diferente da novata Emily, os alunos Henri Alves, 10, e Miguel Soares, 11, frequentam o Pelotense durante quase suas vidas inteiras. Estudantes também do 6º ano, os dois são colegas de aula desde a Educação Infantil. Para eles, a única novidade é a mudança de entrada na escola, que antes era pela rua Marcílio Dias, junto com as séries iniciais do Ensino Fundamental, e a partir de agora será pela General Argolo com os estudantes do Médio.
"Antes tinha monitora, proteção e aqui é mais cada um por si, tipo isso", diz a mãe de Henri, Juliana Alves. Já Miguel ressalta que a mudança será interessante devido ao aumento da independência deles e a possibilidade de conhecer outros estudantes. "A gente estava acostumado ali e agora vamos aprender uma coisa mais nova. E estou ansioso para fazer novas amizades, é uma coisa boa."
Qualidade de ensino
Juliana conta que além de Henri, tem uma filha que está no 9º ano, no turno da manhã e já estuda no local há 11 anos. Para a dona de casa, o ensino e a rede de apoio do Pelotense sempre foi excelente para os dois filhos. "É um colégio bom. O carinho dos professores, o cuidado e tem muitas coisas para ajudar os alunos, auxílio para os alunos que estão com dificuldade, para os alunos com deficiencia", afirma.
Kleber complementa contando que a sua filha, Júlia, 17, tem dislexia e problemas de aprendizagem, situação que melhorou muito com as aulas de reforço. "Ela tinha aula normal de tarde e de reforço pela manhã. Em um ano e meio ela deslanchou, hoje não está precisando mais."
Déficit na rede
Conforme dados da Secretaria Municipal de Educação (Smed), atualmente o magistério de Pelotas possui 3,3 mil professores e 1,5 mil servidores. Havendo, para o começo do ano letivo, um déficit de 293 profissionais. Para resolver parte do problema, recentemente, a Prefeitura chamou para nomeação 238 aprovados em concursos. Entretanto, somente 150 profissionais se apresentaram para nomeação e entraram em serviço ontem.
Apesar do déficit, a secretária de Educação Adriane Silveira afirma que não foram registrados problemas no início do ano letivo. "De acordo com as necessidades, estamos complementando carga horária de professores até que se apresentem os professores nomeados e as escolas estão organizando o quadro de pessoal para não haver dispensa de turmas", diz.
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